14.5.08

Herói morto


É curioso como soa quase como redundância a palavra herói vir seguida de morto.

Dos heróis vivos nada se fala, não se cantam loas.

O ponto final fecha o círculo da jornada do herói, delineia o conjunto da obra. Só a morte mitifica, e morrer jovem e no meio do seu combate, torna o mito ainda mais forte.

Terminei nesta madrugada este retrato de um herói. Lembro bem da minha perplexidade quando ele morreu (e jamais imaginaria que 14 anos depois o pintaria).

Esta será minha maior ilustração até hoje. Sete por sete, ou melhor dizendo, sete andares de altura por sete metros de largura. Está programada para ser inaugurada no dia 15 de Junho. O meu herói terá a companhia de outros nove, cada qual feito por um artista diferente. Depois conto mais.

7 comentários:

sam disse...

nossa, parece incrível! não tem mais informação pra nos deixar curiosos? ;)

Ton disse...

A morte parece ser a consagração dos heróis. Antes de morrer qualquer reputação pode ser abalada.
Esse olhar... ...parece o Ayrton Senna.

Marcos disse...

Já saiu até no jornal, mané.

elcerdo disse...

Renato, que técnica foi utilizada?
isto nao é acrilica

Henrique disse...

Também acho que é o Ayrton Senna

Luciano Feijão disse...

Se for possível, quando for nos agraciar com essa imagem completa, mostre também os "heróis" dos outros artistas.

Vc tem feito muitos retratos ultimamente, né?! Tô achando tudo muito bom.

Alarcão disse...

É acrílica, feita em hachuras fininhas.
E é o Senna!

Depois coloco a foto do painel quando instalarem.