27.7.10

Diário Gráfico, a oficina criativa começa em Agosto

A oficina criativa do Diário Gráfico começa na primeira semana de Agosto no Rio de Janeiro. 
Serão 2 turmas: manhã (das 10 às 13h) e tardes (das 14 às 17h). Apenas 8 vagas por grupo.


Tenho promovido a oficina do Diário Gráfico há vários anos e os resultados têm sido muito felizes. Por instilar nos participantes um estado de espírito mais propenso à criar, sem tempo para os diálogos internos castradores, vejo uma evolução qualitativa da produção e principalmente na atitude diante da página em branco: antes uma muralha, depois uma avenida de possibilidades.

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Diário Gráfico (com www.renatoalarcao.com.br)
“Uma oficina de criatividade que usa o livro como suporte. Teoria e prática intensivas”
1 aula teórica na sexta (19:30h) + 4 práticas aos sábados das 10:00 às 13:00h, ou das 14 às 17h. Grupo de até 8 participantes. 
Investimento: R$ 440,00 à vista ou em 2X de R$240,00
Materiais básicos fornecidos. 
Participantes irão criar sobre 3 biblio-suportes. 
Na aula final aprenderão a confeccionar um caderno em estrutura “códex” com o seu material produzido em aula.
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Criatividade, técnicas, embasamento teórico, incentivo à expressão prática pessoal (e diversão!)  são os principais focos dos nossos cursos de artes visuais.

20.7.10

O orgasmo delas

Página dupla na revista científica "Ciência Hoje". Uma abordagem sobre uma das questões mais misteriosas envolvendo o universo feminino: o orgasmo.

4.7.10

O que é feio e o que é bonito é só uma questão de costume











Há uns meses atrás assisti ao filme Helvetica. Não vou me alongar em elogios mas apenas deixar um breve comentário antes de seguir adiante: é um filme fundamental.

Em dado momento ao assisti-lo, chamou-me bastante atenção o depoimento de um jovem designer holandês, que disse algo mais ou menos assim: 

"...desde pequenos estamos tão envolvidos pelo universo do bom design, desde a capa do catálogo telefônico, passando pelos meus livros escolares, os selos, os mapas urbanos... a maioria deles criados pelo Wim Crouwel... então crescemos com este olhar. A presença do bom design é algo tão natural em nossas vidas..."

Isso me fez refletir sobre este olhar que construímos e desenvolvemos desde pequenos. Ele acostuma-se com a paisagem, absorve-a de tal forma que faz dela parte de nossa própria identidade.

Da mesma forma, nos acostumamos também ao que é feio, à abundante feiúra que nos cerca. Ela está onipresente desde o nosso primeiro minuto.

Fiz um teste outro dia. Falei para minha mulher: "repare só os fios dos postes. Note como atravessam por cima de nossas cabeças, veja como são caóticas as conexões quando saem dos transformadores e distribuem-se para os prédios comerciais. Note a feiúra e desorganização em toda parte..."

Fiquei em silêncio dirigindo o carro e, um minuto depois, veio o comentário:

"Noooossa, eu nunca havia reparado nisso! Quero dizer, eu sabia que eles estavam ali e que eram feios, mas nunca havia refletido como poderia ser a ausência deles, coisa que fiz agora".

Quem viaja a países do chamado primeiro mundo nota de cara a ausência destes postes e fios elétricos. Percebe que o ambiente é mais organizado e limpo, o calçamento das ruas é uniforme, os meio-fios padronizados, as calcadas lisas. E então imagina que tudo seja assim apenas "porque se está no primeiro mundo". 

A falta de ruído visual dá essa percepção de limpeza, e os indivíduos mais desatentos notam isso de maneira subconsciente, sem saber exatamente o que há de diferente. 

Vivi fora do Brasil por quase 4 anos. Na volta, logo na primeira semana, tive um baque. Havia perdido até o "timing" para atravessar a rua e temi ser atropelado. Lembro que o primeiro ônibus que peguei era novinho, e, apesar disso, era também incrivelmente feio por dentro. Havia excesso de elementos: tubos de alumínio fazendo curvas quase barrocas, estampas ridículas nos estofados, conexões e penduricalhos desnecessários... Os motoristas permaneciam os mesmos incivilizados, acelerando em direção ao sinal fechado, logo ali 100 metros à frente.

Aqui no Brasil crescemos e vamos nos acostumando à feiúra que nos cerca. Ela está presente no traçado mal feito das cidades, nas calçadas esburacadas, nos aparelhos de ginástica das praças (os de niterói parecem ter sido importados do Sudão), nos letreiros de lojas, nos banners publicitários, na arquitetura medíocre (que infelizmente vai ficar de pé por décadas), nas tosquíssimas soluções urbanas (pontos de ônibus, brinquedos e bancos de praças). A feiúra está até nas coisas que acabaram de ficar prontas!

Não estou falando das exceções, mas da maioria das coisas.

Um amigo certa vez disse uma frase que, para mim, resume este país:

"O Brasil é o país do provisório definitivo."

Existe aqui uma vocação natural para o tosco e a feiúra. Acho que é assim porque crescemos acostumados à isso.

E nesse contexto, o designer brasileiro é, sobretudo, um forte.

Mitologia

Do livro "As Mulheres da Casa de Tróia".

Esta é a cena em que Hécabe, mulher de Príamo, rei de Tróia, transforma-se em uma cadela negra e foge da embarcação que a levava cativa.

Analista

Do livro infantil "O Casamento da Viúva Negra".

2.7.10

Calaram-se as vuvuzelas

Calaram-se as vuvuzelas. O orgulho canarinho volta amarrotado para o fundo da gaveta. Patriotas da pátria de chuteiras, acordemos para a vida que segue! Mas antes disso, saboreemos o fel da derrota. Que sejam destilados litros e litros de bile esverdeada contra o Dunga, contra aquele pobre rapaz que foi expulso do jogo (nem sei o nome dele...). Falemos mal do Galvão, do Mick Jagger (que nos secou...). Hora de sobrecarregar o Twitter com comentários importantes e relevantes. Inventemos um novo CALABOCA, talvez CALABOCABRASIL. E que sejam proferidas as explicações, as teorias e elocubrações mais contundentes e irrefutáveis para o que poderia ter sido feito, o-que-teria-acontecido-se, e sobre como deveríamos ter atuado para não perder de 2 a 1 para a Holanda. 

Nossa orgia futebolística perdeu mais uma oportunidade de mudar a rotação da Terra. Perdemos, mas ainda temos algo muito importante pelo qual torcer: a derrota da Argentina!  Todas as forças psíquicas juntas, agora, fooooorça ALEMANHA!!!!!

Nestes primeiros minutos de nossas vidas pós-copa de 2010, compartilho uma historinha leve sobre futebol. Texto do Scliar e desenho meu.


25.6.10

As Mulheres da Casa de Tróia

Mais uma vez tive o privilégio de ilustrar o texto da escritora Lia Neiva. Desta vez ela nos conta a história da Guerra de Tróia sob uma ótica bem peculiar: a das mulheres. Boa leitura (das palavras e das imagens!).


24.6.10

Matador de Dragões

Queridos Amigos

Trabalho criado para a minissérie de TV "Queridos Amigos".  

A equipe de produção encomendou este sketchbook original para que o ator o usasse na composição de seu personagem, um cara criativo esquema cineasta-videomaker-publicitário-etc.


Os mais sagazes perceberam que toda a identidade visual deste blog foi construída em cima destas colagens.


23.6.10

Feliz aniversário!

Momento fofo aqui no blog: Vicente faz 5 anos hoje. Te amo, filho.

 
Aqui ele faz cara de preocupado na cela de quase 400 anos. Descobri que essa masmorra de pouco mais de 1 m de altura está abaixo do nível do mar. Aquele lugar era na verdade onde eram aprisionados piratas e corsários , para que se afogassem com a maré cheia. Brrr...


As fotos foram feitas na impressionate Fortaleza de Santa Cruz. Há 400 anos ela está a postos em frente ao Pão de Açucar. Recomendo o passeio!

22.6.10

Desenhando na Feira de Livros

Novamente participei do salão FNLIJ dos livros para jovens e crianças.
Este é o quarto ano seguido em que sou convidado para a performance dos ilustradores.  Conversar com as criancas enquando desenho é uma grande diversão. É sempre bom também rever colegas de profissão tão queridos quanto a Rosinha Campos (na foto, me entrevistando)
Chego lá sem saber o que vai acontecer e sempre volto pro estúdio de baterias recarregadas. 

Herbie Hancock e Céu

"That was interesting..."

21.6.10

Einstein na Folha de São Paulo

Hoje na Folha de São Paulo, uma matéria sobre o novo currículo de física nas escolas.

Lembro-me que dos 13 aos 17 anos, esta matéria foi o meu suplício. 

As aulas do Colégio de São Bento eram capitaneadas pelo excelente professor Pardal, que enfiava em nossas cabeças a compreensão do movimento retilíneo uniformemente variado, leis da termodinâmica, da luz e dos espelhos, enfim muitas coisas que simplesmente perderam-se em alguma gaveta da minha mente.

Foram tantos os zeros nas provas que eu poderia fazer com eles um colar. Mas a culpa era minha, que passava a aula inteira a fazer caricaturas e desenhos da Eddie do Iron Maiden.

Pelo que diz o artigo, este currículo de física está parado na década de 50. Agora é hora que quebrar os velhos paradigmas do ensino e trazer para os jovens conceitos mais modernos como os da física quântica e das partículas elementares.

Ainda bem que eu não tenho mais 15 anos de idade.

20.6.10

Carta do Leitor

O título é "Patriotismo". Saiu na Folha de São Paulo neste domingo.

"Em qualquer dicionário "patriotismo" é um sentimento cívico voltado a honrar as glórias, os símbolos e as datas históricas de um país. Já no Brasil é um fenômeno cíclico-social, quadrienal e quadricolor, reunindo a população em torno de onze atletas e uma bola, cuja trajetória parece que vai decidir o destino do país.
Somos o povo que é "penta", mas que não pensa enquanto busca a "hexa-alienação" nacional, ao mesmo tempo em que os problemas crônicos do país continuam os mesmos."

Roberto Castro (São Paulo - SP)

Modelo-vivo

A profissão de modelo-vivo é o tema de uma excelente matéria de capa na revista do jornal O Globo. 
Com ótimo texto de Fátima Sá e belas imagens do fotógrafo Gustavo Pellizzon, o artigo enfoca o universo destes profissonais cujo corpo é o principal foco do estudo e aprendizado de artistas.

Há mais de 500 anos estuda-se a figura humana, um tema inesgotável, repleto de possibilidades tanto temáticas quanto técnicas, e cujo interesse jamais arrefece.


A reportagem veio em momento mais que oportuno, por registrar o momento atual em que cresce o interesse pelo desenho figurativo e por trazer a público uma fatia tão importante do universo das nossas aulas. 

Dentre os personagens no texto estão pessoas muito queridas minhas, como a modelo Patrícia Martins, e o meu mestre - e extraordinário contador de causos - Bandeira de Mello.  Com um legado de quase 60 anos como professor, Bandeira de Mello segue firme em seu "bunker-ateliê, educando sobre todos os segredos do desenho da figura humana. Coincidentemente, a revista saiu publicada no dia de seu aniversário de 81 anos.


A equipe de reportagem encontrou-nos na nossa casual "tertúlia" de vinho com desenho na Urca. Esta tem sido uma das mais prazeirosas atividades com as quais me envolvi nestes anos: estar junto para desenhar, falar de arte e regar com leveza a planta da amizade.

 

Desenhar é preciso. Viver é impreciso.

17.6.10

Palestra no jornal Folha de São Paulo

O que há em comum em figuras como Da Vinci, Galileu, Gutemberg, Thomas Edison e Steve Jobs?

Na palestra sobre Criatividade e processos criativos conectei estes e outros pontos. 

Apresentei-a pela primeira vez ontem em Sampa para a equipe de design do jornal Folha de São Paulo.


Estou cozinhando um curso só a este respeito. Para azeitar as sinapses.
(Em breve em uma universidade, empresa ou NDesign perto de você). 

13.6.10

Futebol e Cerveja

Na Folha de São Paulo de hoje (14 de Junho), um interessante artigo de Ilana Pinsky (psiquiatra e membro da diretoria da Associação de Estudos sobre álcool e outras drogas), comenta sobre a associação midiática da cerveja com os esportes.

"O uso comercial de nossa seleção por uma marca de cerveja é uma forma sofisticada de estimular a dependência do álcool desde a juventude."

10.6.10

O Casamento da Viúva Negra

Esta é a capa de um  livro infantil que ilustrei para e editora Prumo.


Ainda não vi impresso, mas sei que o type branco mudou (e estava mesmo precisando). E aqui, os rafes ( o último - meu favorito - não foi aprovado)

8.6.10

"Sharpe" chega ao livro 9

Mais um livro da série Sharpe, do escritor Bernard Cornwell, entra em produção.

A ação - eletrizante - acontece durante as guerras Napoleônicas, a partir de 1799. 
Com 21 livros publicados no exterior, "Sharpe" já virou uma série de TV de sucesso arrebatando uma legião de fãs.

No Brasil estamos ilustrando agora a capa de número 9, cujos estudos em aquarela apresento aqui em 2 pequenos recortes.
Os livros brasileiros são sem dúvida os que trazem as capas mais bonitas. Palavra de quem já os viu sequenciados lado a lado nas livrarias.